quarta-feira, 30 de julho de 2014

“Cada criança é um filho de todos nós”…



“Cada criança é um filho de todos nós”…

Quando passamos dos cinquenta anos, achamos que já vivemos muito
E que pouco ou nada mais nos surpreenderá nas nossas vidas.

Infelizmente não é assim e por vezes, mesmo sem querermos,
Cruzam-se no nosso caminho vidas
Às quais não conseguimos ficar indiferentes.

Aprendi a tomar conta de mim e dos outros muito cedo.
Talvez por isso tenho uma força de vontade férrea.
Quando se trata de enfrentar os problemas.
 “Agarro-os de frente”- como se costuma dizer.

Poucas coisas me fazem parecida com a minha falecida mãe,
Mas dela herdei o ser: “sensível e maternal”.
Lágrimas – tornam-me trémulas as pernas e despedaçam-me o coração.

É-me muito difícil compreender 
Quem sinta necessidade de magoar por prazer.
Impossível perceber ou desculpar,
Quando as vítimas são crianças.

Quando uma criaturinha me chora no colo trémula a apavorada,
Com medo do mundo inteiro,
Porque a maldade humana não tem limite,
Sinto-me como um vulcão, prestes a emergir das profundezas
E a lançar lavra quente sobre a terra adormecida,
Que permite que atrocidades sejam cometidas na porta ao lado,
E que fecha os ouvidos e os olhos por comodismo e egoísmo.

A nenhuma consciência deveria ser permitido dormir,
Sem sentir que todos temos obrigação
De Proteger e Amar.

Os grandes princípios com que fui educada dizem-me:
“Cada criança é um filho de todos nós”.

Que triste que haja tanta gente que o não sinta.

Benvinda Neves
Julho 2014


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