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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Cultivar a solidão interior... é fazer crescer a infelicidade.


Ouvi ontem de passagem:
"mais uma coisa que comprei e que não tenho onde pôr,
pois passo a vida a comprar e a levar...
que já tenho a casa tão cheia de tralha 
que não me cabe lá mais nada."

Fez-me lembrar que outro dia 
tivemos um encontro de amigas 
e uma levou um malão enorme cheio de bijutaria
que pertencia a uma amiga que faleceu.
Dizia esta que não estava ali nem metade,
pois era tanta que o filho da falecida, lhe pediu ajuda 
por não saber o que fazer com tanta inutilidade.

Fez-nos pensar a todas...
e ficámos ainda com mais pena da amiga falecida,
tanto mais que praticamente não a víamos usar quase nada.

Sabíamos que era uma pessoa insatisfeita,
 não se sentia feliz nem preenchida com a vida familiar,
tão pouco com a profissional
e entre nós apesar de parecer alegre e sempre muito faladora,
 não tínhamos a certeza se se sentia enquadrada.

Muita gente tenta preencher o vazio interior
com o apego a bens materiais...

Quanto maior o Vazio...
maior a necessidade de comprar. 
 Nunca a "tralha" dará sentido à vida
ou preencherá a insatisfação.

A vida nunca é fácil...
tantos sonhos que morrem pelo caminho,
tantas dificuldades que temos,
tantas vezes nos sentimos sós e incompreendidos.
Nem sempre temos a certeza
no caminho que escolhemos.

Mas a forma que temos de encher a alma,
é apostar nos sentimentos.
Amar mais que tudo a vida.

Hoje, por causa daquele comentário que ouvi,
 o meu pensamento fugiu com tristeza
para alguém com quem me cruzei algumas vezes
e que não fui capaz de ajudar.

Tantas vezes estamos sós,
em salas cheias de gente.

Cultivar a solidão interior...
é fazer crescer a infelicidade.






Benvinda Neves


Praia da Azarujinha...


O pôr do sol a emprestar magia à 
Praia da Azarujinha...

Fica especialmente bonito este lugar,
quando os raios de sol incidem directo,
tornando as encostas ainda mais amarelas.

Estive lá com a amiga São,
depois de um pequeno passeio ao fim do dia,
para espairecer a alma,
que fica fechada o dia inteiro.

Devia ser "proibido" trabalhar em salas pequenas,
apinhadas de gente, com dois quadradinhos junto ao tecto,
por onde se espreita de vez em quando o céu.
Há dias em que me deprime tanto...
Valem "por horas"
estes momentos de escape.











Benvinda Neves






quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Desfile de Carnaval em Sesimbra...


Hoje - muitas imagens, para mostrar um bocadinho do
Desfile de Carnaval em Sesimbra...

Perguntava-me ontem a amiga Neide Alonso,
que é de São Paulo e tive o prazer de abraçar o ano passado,
quando da sua visita a Portugal,
"como é o Carnaval por cá"?

Acho que temos todo o tipo de Carnaval,
desde o enraizado e tradicional ao mais recente, 
ao ritmo do samba.
Mesmo sendo o nosso país tão pequeno,
temos tradições muito diferentes de Norte a Sul.

Nas aldeias do Norte, Trás os Montes e Alto Douro,
os "Caretos," que são rapazes vestidos de cores garridas, 
máscaras de madeira ou latão, saem à rua aos "magotes" 
e entre as muitas tropelias, chocalham as raparigas solteiras.
Pensa-se que esta tradição terá origem celta 
e simboliza a entrada na Primavera e o inicio da fase adulta.

Na região centro, tendo ganho maior fama o de Torres Vedras,
fazem-se sátiras politicas com bonecos "gigantões"
 e carros alegóricos
e ganham grande expressão as "Matrafonas",
que são homens que se vestem de mulher
e que exageram na maquilhagem e nas roupas que usam.
Uma vez mais a "sexualidade" está associada,
pois vestem roupa interior sugestiva 
que exibem com orgulho e provocação.

Mais para sul, com tanta influencia turística
e onde o tempo também ajuda, pois é sempre mais quente,
os desfiles foram ocupando lugar 
e as ruas enchem-se de corpos bonitos ao som do samba.
Aqui não era necessário dizer
que a sexualidade também está associada.

Oiço todos os anos comentários na comunicação social,
 por as pessoas trazerem tão pouca roupa (ou nenhuma),
tendo nós o entrudo no Inverno, logo com frio e chuva.
Mas Carnaval é desde os primórdios 
a celebração da chegada da Primavera 
e a libertação do corpo e da alma. 
Esteve desde sempre ligado a "exageros"...

Mesmo não sendo feriado
 (nunca consegui perceber a razão),
a maioria das vezes há tolerância de ponto.
Desde miúda que me lembro de férias escolares,
desfiles, concursos de máscaras, bailes e partidas.
Depois da juventude, deixei de ser grande fã,
embora vá a um ou outro desfile.

Nos últimos anos, creio que o Carnaval tem crescido,
e com ele o turismo e os adeptos foliões.







  






















Benvinda Neves


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018