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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Sigo o sol...


Observo os pássaros que dançam,
na direcção do sol,
ao nascer e ao fim do dia.

Tal como eles,
 sigo o sol...

Admiro o milagre de cada amanhecer,
a beleza de cada despedida
e sinto alegria e gratidão pela vida.

Tão complicados somos, 
na procura incessante da felicidade
que tantas vezes esquecemos
de a "recolher" nos pequenos momentos
do nosso dia a dia.







Benvinda Neves





segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

As Ruas da Ericeira...


Para apreciarmos devidamente,
devemos aprender a "olhar com o coração."

Acontece com a natureza, as pessoas e os lugares.
Se os olhamos "vagamente," 
não entram cá dentro.
Mas se os olhamos uma e outra vez,
 com pormenor,
vão entrando, até que descobrimos
"o quanto gostamos".

Gosto tanto destas ruas de casas simples e bonitas,
cheias de pormenores bem cuidados.

Do branco realçam as barras coloridas,
os pátios com bancos para nos sentarmos,
as floreiras penduradas, as placas toponímicas 
em azulejos com motivos do mar,
as ruas limpas e  bem calcetadas.

As Ruas da Ericeira...
são  feitas de alma, harmonia e bom gosto.


















Benvinda Neves


Entre São João do Estoril e Cascais...


Percorrendo o Paredão,
Entre São João do Estoril e Cascais...

Sempre muito bonito - não importa a cor do dia.
Ontem e hoje em tons de cinzento.


















Benvinda Neves




domingo, 10 de dezembro de 2017

Praia dos Pescadores...


Apesar do dia estar tão cinzento
e o chão completamente enlameado, 
não resisti a descer ao lugar que mais gosto na Ericeira:
Praia dos Pescadores...

Fica lá em baixo junto ao mar,
depois de descermos uma rampa íngreme,
que vence a enorme diferença altimétrica da falésia.

Os pertences dos pescadores estão amontoados
num cantinho junto à muralha,
pois por ali, toda a gente sabe,
 que o mar não perdoa distracções.

Os tractores puxam os barcos do mar
e os homens mais prevenidos pedem para os colocar
rampa acima, coisa que segundo observei
é feita com a ajuda de tábuas 
que vão colocando nas rodas do tractor,
quando este derrapa nas zonas mais inclinadas
e debaixo dos barcos para não os estragar.

Os pescadores em terra, entre conversas,
  limpam os barcos,
cozem redes e preparam aparelhos para voltarem ao mar.

Uma série de gatos de rua
fizeram deste seu território e dormitam ou buscam alimento 
e festas por entre as pernas dos pescadores.

Esta não é a primeira vez que me surpreendo 
com a capacidade de adaptação dos gatos,
que conseguem manter a sua liberdade
e coabitar pacificamente nos meio das vilas e aldeias.

Seria tão bom que todos os seres humanos
fossem como estes pescadores
e respeitassem todos os animais.






















Benvinda Neves